Tratamentos

A investigação começa analisando-se a sintomatologia do paciente, como localização e duração da dor, caracterização dos sintomas, idade, entre outros. No exame físico o médico dispõe de manobras especiais para avaliar o comprometimento do sistema nervoso. Por último, os exames de imagem, como raios-X, tomografia computadorizada e ressonância magnética, confirmam o diagnóstico.

Tratamento Conservador

O tratamento conservador visa o fortalecimento das estruturas da coluna, adiando ou às vezes até mesmo evitando o tratamento cirúrgico. Dentre os tratamentos conservadores enquadram-se o repouso e antiinflamatórios na fase aguda, fisioterapia na fase pós-aguda e exercícios físicos para o fortalecimento da musculatura vertebral na fase tardia, tais como flexão, extensão, abdominal e exercícios na água. Existe também alternativa de realizar procedimentos de injeção estrategicamente aplicadas, aliviando dores locais e irradiadas.

Descompressão das Estruturas Nervosas

O tratamento varia conforme o caso. Alguns não necessitam de cirurgia e tem seu tratamento a base de medicamentos e programa fisioterápico, ou seja, uma reabilitação completa da coluna lombar. Já outros são de tratamento cirúrgico, pois levam a danos neurológicos e dor limitante.

Convencionais: A estenose de canal é tratada através da descompressão das partes afetadas. Convencionalmente é feito a abertura da região posterior da coluna, retirando-se toda a parede óssea posterior (lâmina e facetas articulares) do lado afetado. A musculatura posterior é altamente afetada e sua recuperação pode demorar de meses até anos para se recuperar. Utilizam-se parafusos pediculares para a fixação do nível afetado.

Inovadores: Através de tubos dilatadores, chega-se até a parte posterior da coluna sem maiores danos aos tecidos e musculatura posterior. Abre-se uma pequena janela na parede óssea posterior, o que descomprime as estruturas nervosas. Não é necessário a utilização de parafusos e o movimento do nível afetado não é perdido.  

Artrodese

Convencionais: Os tratamentos convencionais de artrodese abordam a coluna vertebral tanto pela frente (ALIF) quanto por trás (PLIF e TLIF). Quando acessada anteriormente (ALIF), abre-se o abdômen do paciente e é necessária a manipulação do peritônio (intestinos) e dos grandes vasos (Artéria Aorta e Veia Cava). O sangramento é elevado e há o risco de danos do sistema nervoso simpático e vascular. O ligamento longitudinal anterior (ALL), responsável pela estabilização das vértebras, é necessariamente removido e o tempo de recuperação do paciente é grande. Quando acessada posteriormente, a musculatura posterior é duramente afetada. É necessária a retirada de toda a parede óssea posterior e são colocados parafusos por entre os pedículos. Para colocar-se um “calço”, é necessária a manipulação das raízes nervosas e do saco dural, o que pode causar danos nervosos irreversíveis. A recuperação da musculatura posterior pode durar anos.

Inovadores: Os tratamentos inovadores abordam a coluna lateralmente. Não é necessária a manipulação de grandes vasos, ligamentos e musculatura posterior. Utilizando-se dilatadores e, é possível tratar o disco doente sem maiores danos, com pequenas incisões, pouco ou nenhum sangramento, sem a utilização de parafusos e barras. No local do disco doente é colocada uma espécie de gaiola que estabiliza as vértebras doentes, e indiretamente descomprime os nervos e canal medular. O paciente pode caminhar no mesmo dia e ter alta no dia seguinte. O retorno às suas atividades normais é antecipado e sua recuperação total ocorre em muito menos tempo, comparada com as cirurgias tradicionais.

Artroplastia

A troca do disco pode ser realizada substituindo-se a articulação doente por uma artificial. A artroplastia é hoje um dos ramos que mais crescem no mercado de coluna mundial. Os discos intervertebrais apresentam capacidade de carga e movimentação. Na artrodese apenas a capacidade de carga é substituída, mas a movimentação do nível operado é perdida. A artroplastia tem como objetivo principal substituir mais naturalmente o disco doente, permitindo movimentação e capacidade de carga, além de aliviar as dores. Alguns exemplos de disco artificial disponíveis no mercado hoje são Charité® (Lombar) e PCM® (cervical).Existe também a possibilidade de realizar estes procedimentos de maneira minimamente invasiva.