CLÍNICA DE CEFALEIA ~ CENTRO DE DOR ( The Headache Center )

O tipo mais comum de dor de cabeça é o que chamamos de "dor tensional episódica", causada por falta de sono, estresse, cansaço, depressão, etc. Este tipo de dor pode ser tratado com analgésicos e relaxantes musculares, e passa rápido.
Mas existem dores de cabeça que são sintomas de problemas de saúde. Uma delas é a ENXAQUECA, que é causada por uma disfunção na química do cérebro. Outra é a cefaléia em salvas, que é causada pela inflamação do nervo trigêmeo. E há muitas mais, como a dor da sinusite e da meningite, por exemplo. Para essas dores, o remédio analgésico não só não faz o efeito esperado, como acaba criando uma espécie de efeito rebote: ao acostumar o cérebro a não produzir a endorfina, que é um analgésico natural, acaba aumentando a dor.
Por isso, não espere mais: se você sofre de dor de cabeça com freqüência, vá ao médico. Veja algumas dores freqüentes:

Dor causada por problemas de visão:
Esta dor costuma se apresentar como um "peso" sobre os olhos, e se caracteriza por aumentar no final do dia.

Dor causada pela sinusite:
Aparece junto com outros sintomas, como vias resporatórias congestinadas (especialmente o nariz) e febre.

Dor causada por inflamação do trigêmeo:
Uma das dores causadas pela infamação do nervo trigêmeo é a cefaléia em salvas, que atinge principalmente os homens. Uma de suas características é a de aumentar com o repouso, o que faz com que o doente fique agitado com a extrema intensidade da dor.

Dor causada pela enxaqueca:
É mais comum em mulheres. Aparece junto com naúseas e provoca grande sensibilidade à luz e ao barulho.

Dor causada por tumor:
Em geral, esta dor, que é muito intensa, aparece de repente, e piora com o esforço físico.

Dor causada por hipertensão arterial:
Concentra-se mais na nuca. Deve ser observada com muita atenção, pois a hipertensão pode causar acidentes vasculares cerebrais (ou "derrames").

Todo mundo já sentiu dor de cabeça, pelo menos uma vez na vida. Mas existem pessoas - e não são poucas - que sofrem desta dor durante anos, prejudicando seriamente sua qualidade de vida e submetendo-se a uma perigosa e ineficaz auto-medicação. A idéia de que a dor de cabeça é um desconforto que "faz parte da vida", e que pode ser curada pelo simples uso de analgésicos, ainda faz parte da cultura de muitas pessoas, mas está totalmente errada. O que as pessoas precisam entender é que todas as dores de cabeça têm tratamento, e, na maioria das vezes, têm cura.

Existem mais de 150 tipos de dores de cabeça, causadas pelos mais diversos fatores. Estudos sobre as causas da dor de cabeça têm apontado origens diversas como problemas de visão, lesões vasculares ou neurológicas, estresse emocional, reações alérgicas, má alimentação, problemas de coluna, distúrbios hormonais e muitos outros.

Por isso, o diagnóstico correto é indispensável para o tratamento: Se a pessoa perceber que está tomando analgésicos diariamente, ou mais de três vezes por semana, é hora de procurar o médico, de preferência um neurologista especialista em dor de cabeça. Mas outros médicos, como o oftalmologista, o otorrinolaringologista e o cirurgião buco-maxilo-facial também podem fazer o diagnóstico, que envolve a avaliação de diversos elementos diferentes.

Mas, apesar dos equipamentos ultra-modernos, o mais importante para o diagnóstico da dor de cabeça ainda é o histórico da dor. A partir desse histórico e da descrição detalhada a dor (que muitas vezes acaba sendo feito depois da primeira consulta), o médico tem condições de identificar a fonte do problema. Por isso, se você sofre de dor de cabeça freqüentemente, comece a anotar a quantidade de vezes em que toma analgésicos, a localização da dor e as circunstâncias em que ela costuma aparecer. Esses dados serão indispensáveis para o diagnóstico.

As dores de cabeça em crianças pequenas devem ser observadas com toda a atenção. Na infância, a enxaqueca é muito mais comum do que se imagina, e afeta igualmente meninos e meninas.

Alguns sintomas de que a criança sofre de enxaqueca são as naúseas em viagens e passeios de carro, o sonambulismo e a dificuldade de aprendizado. Por isso, é muito importante que, ao perceber que o filho sente dores freqüentemente, os pais o levem ao médico. O pediatra da criança tem condições de fazer o diagnóstico da dor da criança, e de encaminhá-la a um especialista, se necessário.

Os analgésicos devem ser usados responsavelmente. Se tomados sem critério, acabam por piorar o problema. Outra dica fundamental é, antes de levar a criança ao médico, elaborar um histórico detalhado da dor, para ajudar na identificação das causas do problema.